sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Schweiz & Lenzerheide Jan/2018

Depois de muita expectativa (afinal marcamos essa viagem em Março de 2017 quando troquei minhas milhas pelas passagens) finalmente fomos esquiar na Suiça e rever minha "filha" suíça, a Fabienne, e conhecer a mãe dela pessoalmente, elas foram ótimas anfitriãs e nos sentimos em casa lá em Lenzerheide, uma pequeno vilarejo num vale maravilhoso cercado por montanhas cheias de neve que fica no cantão de Graubünden aos pés do Parpaner Rothorn, o maior pico por lá com 2.899 metros de altura, a capital desse cantão é Chur (lê-se CUR) e fica no caminho entre Zurich e Lenzerheide, e um pouco mais pra frente fica St. Moritz. No nosso caminho de volta até passamos em Davos para conhecer onde fazem a tal da conferência mundial do clima.

Coisas interessantes: a Suiça (Switzerland em inglês e Schweiz na língua local) é divida em 26 cantões (são como estados) e até 1848 cada cantão tinha seu próprio exército e sua própria moeda. A população no país não chega a 8 milhões de habitantes e Lucerne, a cidade das nossas anfitriãs, tem menos de 400 mil moradores. Pra quem acessar um site na Suíça e estranhar que o domínio termina com .CH eu explico: são as iniciais de Confederação Helvética.

Bom... vamos ao que interessa: a área esquiável de Arosa/ Lenzerheide é ótima, praticamente toda a face das montanhas é esquiável; os números não são tão impressionantes mas foi o lugar com mais lifts que já estivemos, portanto dava pra ir pra todo canto e a neve estava ótima; a Gabi ia pelas pistas e eu podia ir na neve fofa fora da pista, mas bem perto. É incrível que com uma área esquiável relativamente pequena, o comprimento total das pistas é gigante, pois eles fazem pistas em todos os declives. Não achei o total das pistas de Whistler, que é provavelmente o maior lugar que esquiamos, mas em quantidade de pistas Lenzerheide fica só um pouco atrás e dá um banho nos resorts sul americanos.

Veja a comparação com outros resorts:





Acima nossa carro depois de eu ter raspado o gelo e abaixo o nosso quintal




Para onde você aponta a câmera, sai uma foto de calendário!!!


Nossa sala de jantar, o sol nascia bem na nossa cara; 
tomar café aí todas as manhãs já era uma benção!








Achamos Zurich uma cidade muito bonita e organizada!


O limite de velocidade nas estradas francesas é de 130km/h e o Peugeot 5008 que alugamos fez média de consumo de 14,3km/l com seu motor Puretech de 1200cc com 25kgf de toque! Ainda bem, porque a gasolina custava EU$1,60 o litro.



Valbella e Lenzerheide ficam no vale entre as duas montanhas onde esquiávamos!

No domingo tivemos a visita da Cláudia, irmã da Sylvia, que nos alegrou com sua presença. Ela estava treinando seu telemark (esqui de travessia).



Tivemos que comprar correntes para os pneus pois o carro não era 4x4 e não conseguia vencer o gelo nas subidas, apesar do controle de tração! O mecânico que vendeu as correntes, o Pinto (Português da cidade do Porto), queria que eu colocasse correntes nas 4 rodas, mesmo o carro só tendo tração dianteira e a gente só andar a 30km/h na vila; deve ser por causa da minha cara de bobo - só pode!!!












Esse teleférico faz a ligação entre as estações de AROSA e LENZERHEIDE.







Parada no Scharmoin (Rothorn) para um coffee schnapps!



Quando é só neve é fácil de tirar, basta varrer com um vassoura!


Café da manhã reforçado pra encarar a montanha!




Quando havia neve acumulada pela manhã, vinha o vizinho com o tratorzinho pra 
limpar a entrada, e depois passava um trator maior limpando a rua! 
Abaixo a vista da janela do meu quarto!





No próximo post colocarei as fotos de Paris!

Vídeos no Youtube:


 Snow Fun Swiss 2018 - https://youtu.be/Kyl8t380kBs


Snow Fun Full Swiss 2018 - https://youtu.be/cIO95O1nzkI


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Marina da Glória - BoatFest II




Já sabíamos que não seria uma travessia ideal, os sites de previsão indicavam vento leste (direto na nossa cara) com 10/12 kn e ondulação contrária de 2m com 10seg, resquício de uma ressaca, lembrando que está instalado um ciclone no atlântico sul, e apesar de ser lá pra baixo, afeta muito por aqui.


Mas tínhamos que chegar na quarta à noite, pois ontem (quinta-feira) começou uma feira de barcos seminovos importados na marina da Glória e a Renata da Sailabout conseguiu uma vaga sem custo para expor nosso barco, já que decidimos vendê-lo e essa é uma ótima oportunidade de exposição, então foi necessário levar o barco da Marina Bracuhy até a Marina da Glória.



Então viajamos para Angra (Bracuhy) na terça, de onde saímos por volta das 18h para pernoitar em Palmas e sair na madrugada da quarta, pra chegar no Rio de Janeiro ainda de dia. Quando aproamos para Palmas já notei que o vento era leste/nordeste e que o pernoite em Palmas não seria legal, então parei na praia do Morcego, no Abraão, onde dormimos da meia-noite até as 4h da manhã quando saímos; e não é que na saída veio um morcego que ficou rodeando o barco enquanto eu levantada a âncora! Surpreendente!



A previsão não era boa e a viagem foi pior, o vento que era pra ser de 10 nós mas não baixou de 16kn, somado aos 4,5kn que conseguíamos com o motor, o anemômetro marcou o tempo todo entre 20 e 22kn de vento aparente a ZERO graus; sem falar no mar, com ondas de 2m e desencontradas, e com um período menor que 10seg; se o barco não fosse um sólido Bavária tinha desmontado de tanto que bateu! Estávamos eu, o Rodrigo e meu primo Cláudio, que foi o único que externou o descontentamento com umas duas vomitadas! No final deu quase 20h de motor pra navegar as 80 milhas totais do percurso (18 até o Abrãao e mais 62 milhas do Abraão até a Marina da Glória); então a média foi de 4 nós - shit!



Mas quando chegamos na Marina da Glória valeu à pena, o por-do-sol foi bonito e a piscina refletindo as luzes do Flamengo na popa do barco fez tudo valer a pena; até o banho gelado no banheiro da marina foi bom (não tinha banho quente porque alguns marginais de lá (disfarçados de marinheiros ou de funcionários) roubam os chuveiros e a administração da BR Marinas não arruma mais - é Brazil, zil, zil). A Renata e a Cris também saíram de Angra umas horas depois, mas não pararam pro pernoite e fizeram o mesmo trajeto trazendo o Caju Amigo, outro Bavária (de 45 pés com 4 cabines), e também tiveram uma navegada desconfortável; mas chegaram bem também e jantamos todos juntos pra compartilhar um vinho e as histórias; foi bem legal!



Antes de ir embora a gente deu uma arrumada no barco pra deixar ele apresentável e o primo lavou o banheiro com o sabonete líquido de flor de Peônia que ele trouxe, o cheiro ficou bom, mas o melhor foram as histórias: ele descobriu que a flor de Peônia tem o significado da riqueza, e já está falando que a tentativa de venda da barco vai acabar em leilão, tal é o poder da Peônia: "Quem dá mais? Vendido para a Sra. de bolsa Chanel e chapéu com flor de Peônia!!!" rsrs


Outro detalhe que vale mencionar é que eu me surpreendi com o conforto na viagem de ônibus; tirando o fato de que é demorada, deu umas 8hs até o Bracuhy (Angra) e a volta do Rio pra SP foi também em torno de 8h; a poltrona do leito tem o mesmo conforto de uma poltrona executiva de um avião, ela é larga e reclina muito, dormi muito bem!