domingo, 9 de janeiro de 2022

Andes 2022 - Dia 13

Último dia da aventura, hoje voamos pra casa de Aerolineas Argentinas. Nosso voo de Bariloche foi para o AEP Aeroparque e de lá fomos para Guarulhos. Primeiro voo de 2h depois mais um de 3h, nada mal fazer em 5h (tomou o dia inteiro) o que gastamos 5 dias dirigindo. 

Ontem o Rodrigo chegou com a Carla,  pegamos eles no aeroporto e fomos jantar.  Como a cidade está cheia foi difícil achar uma mesa porque estava tarde. 



Vale mencionar que está muito chato fazer uma viagem internacional,  antes vc só mostrava o RG/ Passaporte e embarcava.... agora é uma baixaria de tanto papel:
. Declaração Jurada Argentina para poder SAIR
. Declaração Jurada Brasileira (da Anvisa) para poder ENTRAR
. Teste negativo do Covid (num prazo válido)
. Comprovante de vacinação,  com segunda dose anterior a 15 dias
. e por fim, aqueles papeizinhos que te dão na entrada.



Daí fizemos o teste do antigeno que vale por 24hs e que o resultado sai em meia hora, no seu e-mail. Ainda bem que o aeroporto tem wi-fi gratuito (se bem que meu chip da Claro funcionou normal aqui). Depois de 23min chegou o email com o meu resultado negativo,  mas o da Gabi não veio. Foram 10min de apreensão,  cheguei a pensar que o dela tinha dado positivo, mas acabou chegando e foi um alívio. Se desse positivo não poderíamos embarcar e teríamos que arrumar algum lugar pra ficar em Buenos Aires nem sei por quanto tempo e ainda remarcar o voo de volta, ia ser una mierda (rsrs). Até brinquei com a Gabi que ia deixar ela aqui para encontrar com o irmão que vai passar por aqui com a Sheyla na quarta-feira.


Da uma tristeza quando a viagem acaba mas é bom chegar em casa. Comemoramos com um frapuccino.



O Rodrigo tem um blog, pra quem quiser acompanhar a viagem de volta. 




Andes 2022 - Dia 12

Lago Gutierrez


Sheyla no Centro Cívico de Bariloche

Tudo chega ao fim,  infelizmente a vida é assim. Hoje foi nosso último dia aqui em Bariloche, amanhã vamos embora.  O Rodrigo chegou hoje à noite e estamos todos no Hotel Lake Bariloche, bem em frente ao lago Nahuel Huapi.

Ficamos andando pela Calle Mitre e outras ruas do centro e aproveitamos que o dólar está forte e compramos a calça e a jaqueta de ski para Gabi, pois ela não para de crescer e as antigas não servem mais. 


Tomamos 'un helado' na loja nova da Mamuschka. Fica na mesma calçada daquela que tem na esquina. 


E aproveitei para voar com o drone em volta da catedral que homenageia Nossa Senhora Nahuel Huapi. Clique aqui para ver o filme. 


sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Andes 2022 - Dia 11

Errata: O vulcão que a gente viu ontem não pode ser o Osorno, pois está bem pra baixo,  aquele deve ser o Vulcão Copahue ou o Vulcão Batea Mahuida. 





Hoje fomos até o Cerro Chapelco passando por La Villa Angostura e pela rota dos 7 lagos (Ruta 40). Que decepção,  a rota dos sete lagos era de rípio,  deserta.... agora está asfaltada e lotada de gente.  O Lago Falkner não dá nem pra tirar foto de tanta gente que tem na praia, tem até um camping lá agora.  Canalizaram os riachinhos que a gente passava com o carro! Estava todo feliz porque ia usar o 4x4... não usei! 







Na volta dobramos à direita em La Angostura e fomos sentido Chile, o Paso Samore fica a 30km, chegamos lá num outro laguinho, tiramos uma foto e voltamos. Vamos passar mais uma noite no Hotel Dinko, no Cerro Catedral. Tentamos achar outro lugar, mais no centro, mas não existe, os argentinos só estão fazendo turismo doméstico e está tudo lotado. Uma garota que demos carona hoje nos contou que o governo cobra uma taxa de 65% na compra de moeda estrangeira, então ninguém está viajando pra fora. 

A viagem já deu uns 4500km, e nem parece. Tirando o perrengue no rípio o resto foi tranquilo. Aliás, de Mendoza até El Calafate, só tem dois trechos com rípio: esse que pegamos depois de El Sosneado (80km) e o que peguei com o Ari entre El Calafate e Perito Moreno (70km), o resto é asfalto, na maioria bom.



Andes 2022 - Dia 10

Depois de tudo que aconteceu nesse dois dias,  fiquei me achando um incompetente, afinal eu poderia (e deveria) ter me informado sobre como eliminar esse bloqueador antes da viagem.  Eu tinha que saber.... eu poderia ter arrumado isso em 10 min lá no rípio mesmo,  mas por outro lado, eu acredito que existe um grande esquema das coisas,  e que o Fernando do hotel poderia estar precisando dos 25000 pesos, ou que o Hugo do guincho precisava dos 35000 pesos, e eu,  graças a Deus, tinha para pagá-los, ou até que tínhamos que conhecer o Jeferson e sua família. Depois que eu pensei nisso,  me senti muito melhor,  e apreciei a experiência. Ficar preso um dia a mais em Chos Malal foi ruim mas não foi o fim do mundo.  

Ontem resolvemos jantar na pousada mesmo e descobrimos que a pátio lá é bem badalado,  na janta conhecemos o Herbert, 58 anos, e que já pedalou 5000km na Argentina.  Ele é austríaco mas vem pra cá viajar de bike a décadas, dessa vez ele está descendo a rota 40 desde Córdoba e vai pedalar até a terra do fogo,  vai ficar uns 2 meses, gente boa,  ficamos tomando cerveja e batendo papo até tarde,  depois juntou um casal, o Peter (da Inglaterra) e a Wanda (da Tchecoslováquia, se bem que lembrei que esse país não existe mais,  foi dividido e virou República Tcheca e Eslováquia, acho que o Peter quis dizer Eslováquia) e começaram a participar do papo (esqueci de perguntar como se conheceram, talvez um Tinder kkk).

Hoje continuamos a descer a Ruta Nacional 40 e fomos até Junin de Los Andes, onde abastecemos e comemos antes de seguir pra Bariloche. No caminho vimos paisagens maravilhosas,  e um vulcão que eu acho que é o Vulcan Osorno.











Já chegamos em Bariloche e o adesivo que eu e o Ari colocamos na placa em 2019,  na saída do aeroporto, ainda está lá. 



Amanhã vamos pra um Airbnb próximo do centro, onde meu filho nos encontrará,  mas hoje só conseguimos hotel na vila no sopé do Cerro Catedral, estamos no Hotel Dinko, na Rua Alta. Fiz um filme com o drone, veja no link abaixo.




quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Andes 2022 - Dia 9

A Sheyla tem um bloqueador da Cerruns que corta a corrente da bomba quando o sensor se afasta.... acho que você já entendeu onde quero chegar,  não é?

Lá na estrada de rípio quando o carro parou eu pensei que podia ser isso, daí troquei a pilha do sensor (sim, como prevenção já trazíamos uma pilha nova na bagagem), mas não adiantou. Daí, lá no hotel em Buta Ranquil, eu procurei e localizei a chave de liga/desliga desse dispositivo e o desliguei, também não adiantou,  daí pensei que não era isso. 

O Eduardo do Taller El Yara, esvaziou e abaixou o tanque, daí testou a bomba e ela estava ótima, o problema então é que não estava chegando corrente nela, daí obviamente pensei que tinha que ser o maldito bloqueador e liguei para a Cerruns em São Caetano, fui muito bem atendido e me explicaram como eu deveria fazer para eliminar completamente o dispositivo, então fui até a oficina e passei as instruções para o Eduardo, e pronto, sucesso! A Sheyla voltou a vida com seu motor tocando aquela sinfonia maravilhosa de seis pistões.

Agora que já estamos abastecidos e confiantes, vamos tocar até Bariloche amanhã. Ia parar em San Martin de Los Andes mas os preços dos hotéis por lá estão proibitivos.

E só pra não dizer que não tem foto hoje, enquanto almoçávamos no FULL do ACA a Gabriela me mostrou esse carro do outro lado da rua... é mole... mesmo ano e mesma cor! É muita coincidência. Pensei até que tinham arrumado a Sheyla e saído para testar!!!! 


Andes 2022 - Dia 8

Vejam essa imagem.




Para mim essa é a imagem do sucesso, eu explico: o carro sendo guinchado cedinho significa que já tivemos uma boa noite de sono após uma janta muito boa e que o guincheiro chegou no horário combinado e que estamos a caminho do conserto e de seguir viagem.

O que não foi um sucesso,  foi encontrar um mecânico (taller) que se comovesse com nossa situação e pusesse a mão na massa. Após passar por duas oficinas, encontramos o Eduardo da El Yara, que me atendeu muito bem,  recebeu o carro pra arrumar,  mas até a hora da siesta nem botou o carro pra dentro. Estou um pouco angustiado,  me sentindo dentro daquela música Hotel California, sabe como é? "You can check-out any time you want, but you can never leave!"




Almoçamos aqui no El Salón, comemos truta e pasta, e gostamos tanto que voltamos pra comer uma pizza de janta.

A pousada La Farfalla é legal,  fomos bem recebidos pela Silvia que nos permitiu fazer um early check-in, mas o quarto é bem mais-ou-menos, tomara que seja só por uma noite. 



Se alguém souber que fruta é essa,  escreva nos comentários,  por favor. Não deve ser comestível ou saborosa porque a árvore tinha bastante mas o chão estava cheio e nem os passarinhos comiam. Não tem cheiro! 

Li uma vez que o lado bom da adversidade é que une ainda mais os amigos,  e eu gostaria de acrescentar que um problema te traz novos amigos: por causa da pane da Sheyla eu conheci o Jeferson e sua linda família (a Roberta e a Julia e a amiga Vilma), o Fernando do hotel,  o Hugo do guincho (gente boa demais) e agora o Eduardo da oficina,  que eu espero que vire um amigo. 

Na viagem ao Ushuaia com o Ari, fizemos um amigo em Azul, o Mathias, que a gente não teria conhecido se nossos planos de fazer uma ceia de Natal num local badalado tivesse funcionado. E só ficamos mais próximos do Andreas e do Jean Luc em Ushuaia porque eles tiveram problemas pra arrumar um lugar para a virada do ano e o Ari e eu acolhemos os dois em nossa mesa reservada num boteco que já estava lotado. Silver linings. Tem sempre um lado bom mesmo mas desgraças. Como a Gabi já comentou: "estamos economizando gasolina".


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Andes 2022 - Dia 7

Hoje sim, temos história pra contar.
Saímos de Las Leñas com destino a Chos Malal mas antes, depois que passamos por Malargue, fomos até a fronteira com o Chile. Em Malargue lavamos a Sheyla e deixamos ela bonitinha.



Abasteci num Axion e fomos pro Chile, quando chegamos na RN145 deixamos a RN40 e fomos pra fronteira.



Tivemos que fazer a Migracion e a Aduana, mas valeu à pena pois logo após a fronteira, antes de chegar na aduana chilena, tem um lago enorme, muito bonito,  a 2300 metros de altura.

Daí seguimos viagem voltando até a RN40 e pegando pro sul, de repente começou o rípio, mas a Sheyla nem notou,  continuamos andando muito bem, a 60, 70km/h, o rípio era bom, bem batido, dava pra passar até de Harley (se apertasse bem os parafusos rsrs), mas... tchan tchan tchan.... depois de uns 60kms de rípio ela parou,  o motor apagou. A Sheyla morrió!!!
 
Paramos lá beira do nada, o sol forte na cabeça e nada do motor pegar. Abri o capô e fui ver se tinha algum cabo solto (por causa da trepidação) mas não vi nada errado.  Daí parou o Jeferson de Santa Catarina, com outra Hilux, e também dois argentinos com um Peugeot e uma caixa de ferramentas de respeito.  O argentino deu uma olhada no motor e já se meteu debaixo do carro pra soltar o filtro de combustível,  daí descobrimos que a bomba não estava mandando gasolina. Como não achamos a bomba,  o Jeferson se ofereceu pra rebocar a gente. Pensa numa alma boa, esse Catarina é um santo. Ele está com a família e mais uma amiga e já tirou o cambão da mala e fizemos o engate. Ele me puxou mais uns 20km de rípio e daí começou o asfalto e puxou mais uns 50km até .
 
Achamos aqui um hotel e vamos passar a noite aqui e o Fernando,  gerente do hotel,  está providenciando um guincho pra nós levar a Chos Malal no Taller Alarcon onde me disseram que o serviço é bom. 

Estamos no Hotel El Porton, em Buta Ranquil, a 90km de Chos Malal. Vai ficar uns US$175 de guincho pra chegar lá, mas o importante agora é resolver!!!